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OSHO Times Body Dharma Para ficar cem por cento, olhe dentro

Para ficar cem por cento, olhe dentro

Porque não posso parar de comer? Mas esse não é o problema; há algo mais por trás disso, alguma outra coisa. Parece ridículo...

Não, não julgue. Se você disser que é ridículo, você já condenou, e isso pode ser parte do problema. Essa não é a forma de resolver qualquer problema. Não dê nome as coisas; tente compreendê-las.

Se uma pessoa está comendo demais, isso é um sintoma de uma certa subcorrente.

A comida é sempre um substituto do amor. As pessoas que não amam, que de alguma maneira perdem uma vida de amor, começam a comer mais; isso é um amor-substituto.
 

Quando uma criança nasce, seu primeiro amor e sua primeira comida são o mesmo; a mãe. Assim há uma profunda associação entre comida e amor; de fato, a comida vem primeiro e então o amor vem depois. Primeiro a criança come a mãe, então pouco a pouco ela se torna cônscia de que a mãe não é exatamente comida; ela a ama também. Mas, é claro que para isso, um certo crescimento é necessário. No primeiro dia, a criança não pode entender o amor. Ela entende a linguagem da comida, a linguagem primitiva natural de todos os animais. A criança nasce com fome; a comida é necessária imediatamente. Amor não será logo necessário; não é muito uma emergência. A pessoa pode viver sem amor por toda a vida, mas ninguém pode viver sem comida; esse é o problema.

Portanto, a criança se torna cônscia da ligação entre comida e amor. Pouco a pouco ela também sente que quando a mãe é muito amorosa, ela oferece seu peito de uma maneira diferente. Quando ela não é amorosa, porém raivosa, triste, ela oferece o peito muito relutantemente, ou não o oferece de jeito nenhum. Assim a criança fica cônscia que quando a mãe é amorosa, quando a comida está disponível, o amor está disponível. Quando a comida não está disponível, a criança sente que o amor não está disponível e vice-versa. Isso está no inconsciente.

Em algum lugar você está perdendo uma vida de amor, por isso você come mais; isso é um substituto. Você vai se enchendo de comida e não deixa nenhum espaço dentro. Assim a questão do amor não surge, porque não há espaço dentro. E com comida as coisas são simples porque a comida é morta. Você pode continuar comendo tanto quanto você queira; a comida não pode dizer não. Se você parar de comer, a comida não pode dizer que você a está ofendendo. A pessoa é um mestre para a comida.

Mas no amor você não é mais o mestre. Outro ser entra em sua vida, uma dependência entra em sua vida. Você não é mais independente e este é o medo.

O ego deseja ser independente e o ego não lhe permitirá amar; lhe permitirá somente comer mais. Se você deseja amar, então o ego precisa ser abandonado.
 

Não é uma questão de comida; a comida é simplesmente sintomática. Portanto não vou dizer nada sobre comida, sobre dieta ou fazer qualquer coisa. Porque isso não irá ajudá-lo, você não será bem sucedido. Você pode tentar de mil e uma maneiras; isso não irá ajudar. Melhor dizer; esqueça da comida, pode comer tanto quanto você quiser.

Comece uma vida de amor, apaixone-se, encontre alguém que você queira amar, e imediatamente você verá que não está comendo tanto.
 

Você já observou? - se você está feliz você não come tanto. Se você está triste você come demais, mas este é um absoluto nonsense. Uma pessoa feliz sesente tão preenchida que não tem espaço dentro dela.Um home infeliz vai otado comida dentro dele.

Portanto eu não vou tocar na comida de jeito nenhum... e você continua do jeito que você está mas encontre um amor.

Osho, Above All, Don’t Wobble,Talk #12
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