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Vida, Amor, Riso

Assim, a primeira coisa é: não pergunte a ninguém como você deve viver a sua vida. A vida é tão preciosa! Viva-a. Não estou dizendo que você não cometerá erros, você cometerá. Apenas lembre-se de uma coisa – não cometa o mesmo erro repetidamente. Basta isso. Se você puder cometer um novo erro a cada dia, cometa-o. Mas não repita os erros, isso é tolice. Um homem que pode encontrar novos erros para cometer, estará crescendo continuamente – esse é o único meio de aprender, esse é o único meio para você chegar à própria luz interior.

Ouvi contar:
Uma noite, o poeta Awhadi of Kerman, um grande poeta de Muslim, estava sentado em sua varanda, curvado sobre uma vasilha. Sham-e-Tabrizi, um grande místico sufi, aconteceu de passar por ali. Sham-e-Tabrizi olhou para o poeta, para o que ele estava fazendo. Ele perguntou ao poeta: “O que você está fazendo?”.

O poeta respondeu: “Contemplando a lua nessa vasilha d’água”.

Sham-e-Tabrizi começou a rir, com uma gargalhada ruidosa, uma gargalhada louca. O poeta começou a se sentir desconfortável; uma multidão se juntou. E o poeta disse: “O que é que foi? Por que você está rindo tanto? Por que você está me ridicularizando?”.

Sham-e-Tabrizi disse: “A menos que você tenha quebrado o pescoço, por que você não olha diretamente para a lua no céu?”

A lua estava ali, a lua cheia estava ali, e esse poeta sentado com uma visilha d’água, árido, olhando para o reflexo da lua dentro de uma vasilha cheia d’água.

Buscar a verdade em escrituras, buscar a verdade em filosofias, é olhar para o reflexo. Se você pergunta a uma outra pessoa como você deve viver a sua vida, você está pedindo uma desorientação, porque essa pessoa pode apenas falar sobre a própria vida dela. E nunca, nunca duas vidas são iguais. O que quer que alguém possa lhe dizer, ou lhe comunicar, será sobre a própriaa vida – e isso também, somente se ele a tiver vivido. Ele pode ter perguntado a uma outra pessoa, ele pode ter seguido alguém, ele mesmo pode ter sido um imitador. Então será um reflexo de um reflexo.

Séculos vão se passando e as pessoas vão refletindo o reflexo do reflexo do reflexo.... – e a lua real está sempre ali no céu esperando por você. A lua é sua, o céu é seu. Olhe diretamente! Seja direto. Por que pedir emprestado os meus olhos ou os olhos de qualquer outra pessoa? Foram-lhe dados olhos, belos olhos, para ver, e para ver diretamente. Por que pedir emprestado a compreensão de alguém? Lembre-se: para mim, pode ser uma compreensão, mas no momento em que você a toma emprestado, ela se torna conhecimento para você – não é mais compreensão.

A lua estava ali, a lua cheia estava ali, e esse poeta sentado com uma visilha d’água, árido, olhando para o reflexo da lua dentro de uma vasilha cheia d’água.

Buscar a verdade em escrituras, buscar a verdade em filosofias, é olhar para o reflexo. Se você pergunta a uma outra pessoa como você deve viver a sua vida, você está pedindo uma desorientação, porque essa pessoa pode apenas falar sobre a própria vida dela. E nunca, nunca duas vidas são iguais. O que quer que alguém possa lhe dizer, ou lhe comunicar, será sobre a própria vida – e isso também, somente se ele a tiver vivido.Ele pode ter perguntado a uma outra pessoa, ele pode ter seguido alguém, ele mesmo pode ter sido um imitador. Então será um reflexo de um reflexo.

Séculos vão se passando e as pessoas vão refletindo o reflexo do reflexo do reflexo.... – e a lua real está sempre ali no céu esperando por você. A lua é sua, o céu é seu. Olhe diretamente! Seja direto. Por que pedir emprestado os meus olhos ou os olhos de qualquer outra pessoa? Foram-lhe dados olhos, belos olhos, para ver, e para ver diretamente. Por que pedir emprestado a compreensão de alguém? Lembre-se: para mim, pode ser uma compreensão, mas no momento em que você a toma emprestado, ela se torna conhecimento para você – não é mais compreensão.

Compreensão é somente aquilo que foi vivenciado pela própria pessoa. Pode ter sido uma compreensão para mim, se eu tiver olhado para a lua; mas no momento em que eu disser para você aquilo se torna conhecimento, não é mais compreensão. Então é algo verbal, então é apenas linguístico. E a linguagem é uma mentira.

Deixe-me lhe contar uma anedota.
O dono de uma granja, insatisfeito com a produtividade de suas aves, decidiu usar um pouco de psicologia com suas galinhas. Dessa forma, ele comprou um papagaio bem falante e bem colorido e colocou-o no galinheiro. Como esperado, as galinhas imediatamente acolheram o belo estranho, mostraram-lhe, com um alegre carcarejar, os melhores petiscos para ele saborear e, de mogo geral, começaram a assediá-lo como um grupo de garotas adolescentes atrás de um novo ídolo.

Para a alegria do dono da granja a capacidade de botar ovos aumentou mesmo. O galo, naturalmente enciumado por estar sendo ignorado por seu harém, investiu contra seu atraente rival, atacando-o com o bico e as unhas, arrancando-lhe as penas verdes ou vermelhas, tremendo todo: “Pare, senhor! Eu lhe imploro, pare! Afinal de contas, eu estou aqui na qualidade de professor de línguas!”.

Muitas pessoas vivem suas vidas como professores de línguas. Esse é o tipo mais falso de vida. A realidade não precisa de nenhuma língua; ela está disponível para você num nível não-verbal. A lua está presente; ela não precisa de nenhum vasilhame, de nenhuma água; ela não precisa de nenhum intermediário. Você tem de simplesmente olhar para ela; é uma comunicação não-verbal. Toda a vida está disponível – você tem apenas de aprender a se comunicar com ela de uma maneira não-verbal.

Isso é tudo o que significa meditação: estar num espaço onde a linguagem não interfere, onde conceitos aprendidos não se interpõem entre você e o real.