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Osho Books I Have Loved LIVROS QUE AMEI

LIVROS QUE AMEI

O quarto. Agora sejam pacientes, pois devo completar a lista até dez. Não posso contar mais que isso. Por que dez? Porque tenho dez dedos. Foi assim que o número dez veio à existência: dez dedos. As pessoas começaram contando nos dedos. Assim, dez se tornou o número básico.
 
Quarto: Samayasar, de Kundkunda. Nunca falei sobre ele. Pensei em falar muitas vezes, mas sempre abandonei a idéia. Este é um dos maiores livros que os jainas produziram, mas é muito matemático, por isso sempre o abandonei. Amo a poesia, e se ele fosse poético, teria falado sobre ele. Eu até falei sobre poetas não-iluminados, mas não sobre matemáticos e lógicos, ainda que iluminados. A matemática é muito seca e a lógica é um deserto.
 
Talvez ele esteja por aqui entre meus sannyasins. Mas ele não pode estar, pois Kundkunda era um Mestre iluminado; ele não pode ter nascido novamente. Seu livro é belo, só isso posso dizer. Não direi mais, pois ele é matemático... A matemática também tem sua beleza, seu ritmo... por isso a aprecio. Ela tem sua própria verdade, mas é muito limitada, é muito da mão direita. Samayasar significa a essência. Se por acaso alguma vez você se deparar com Samayasar, de Kundkunda, então, por favor, nunca o segure com a mão esquerda. Pegue-o com a direita. Ele é um livro da mão direita, direita de todas as maneiras. Por isso até agora me recusei a falar sobre ele; é tão da mão direita que sinto um pouco de aversão por ele. Naturalmente com lágrimas nos olhos, pois conheço a beleza do homem que o escreveu. Amo Kundkunda e odeio visceralmente sua expressão matemática.
 
Gudia, você pode ficar à vontade, pois preciso falar sobre mais quatro livros. Se você quiser, pode sair novamente.
Osho, Books I Have Loved, Talk #3

 

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