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Originalmente Publicado Como: The Book of Children

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Livro da Criança (O) (Portugal)

Osho responde às mais diversas perguntas que atormentam os pais

Ao longo destas , Osho responde às mais diversas perguntas que atormentam os pais: Como se pode evitar os erros das gerações anteriores? Deve apostar-se mais na disciplina ou na tolerância? Como lidar com a rebeldia e a indisciplina? O autor oferece ainda conselhos para todas as etapas da vida da criança.
 
 
Livro - Detalhes Capítulo Títulos
 
Editora Pergaminho Lda (Portugal)
15 x 23
245
9789727112159
Títulos de capítulos em breve ...
 
 
 
Extraído de: Cap:1 As qualidades da criança
“A experiência da infância persegue as pessoas inteligente ao longo das suas vidas. Elas têm o desejo de a recuperar – a mesma inocência, o mesmo deslumbramento, a mesma beleza. Não se trata de um eco distante; é como se a tivéssemos visto num sonho.

No entanto, toda a religião nasceu da experiência avassaladora do deslumbramento, da verdade, da beleza, da vida infantil em toda a sua envolvência. No canto das aves, nas coras do arco-íris, no aroma das flores, a criança continua a recordar no fundo do seu ser que perdeu um paraíso.

Não é por coincidência que todas a religiões do mundo retêm em parábolas a ideia de que o Homem viveu em tempos no paraíso e, por qualquer motivo, foi expulso de lá. São diferentes histórias, diferentes parábolas, que significam uma mesma e simples verdade: são um modo poético de dizer que todo o ser humano nasceu no paraíso e depois o perdeu. Os atrasados mentais, os imbecis, esquecem-no por completo.

Mas os seres inteligentes, sensíveis e criativos continuam a ser perseguidos pelo paraíso que conheceram em tempos e de que agora apenas têm uma ténue recordação inacreditável. E começam a procura-lo de novo.

A procura do paraíso é a procura da nossa infância. É claro que o nosso corpo já não é de criança, mas a nossa consciência activa pode ser tão pura como a consciência activa da criança.

É este o segredo do caminho místico: tornarmo-nos de novo crianças, inocentes, não poluídos por qualquer conhecimento, sem saber nada, sempre atentos a tudo o que nos rodeia, com um profundo encanto e a sensação de um mistério impossível de desmistificar.

Ninguém deixa os filhos dançar, cantar, gritar e saltar. E assim, por motivo triviais – pode-se partir alguma coisa, ou a chuva pode molhá-los se forem para a rua -, destrói-se por completo uma grande qualidade espiritual, a capacidade de brincar.

A criança obediente recebe elogios dos pais, dos professores, de todos; e a criança brincalhona é condenada. As suas brincadeiras podem ser totalmente inofensivas, mas ela é condenada porque a rebelião contém um perigo potencial. Se a criança continuar a crescer com liberdade total para ser brincalhona, passará a ser rebelde. Não será facilmente escravizada; não será facilmente incluída em exércitos para destruir pessoas ou para ser destruída.

A criança rebelde transformar-se-á num jovem rebelde. E os pais não conseguirão obriga-lo a casar; não poderão obriga-lo a arranjar um emprego qualquer; não conseguirão força-lo a realizar os desejos e anseios que eles próprios deixaram por concretizar. O jovem rebelde seguirá o seu próprio caminho. Viverá a vida de acordo com os seus desejos mais íntimos – e não segundo os ideais dos outros.

Por todos estes motivos, a capacidade de brincar é abafada, esmagada logo no início. A natureza do indivíduo nunca tem o direito de exprimir a sua vontade. A pouco e pouco, passa a transportar uma criança morta dentro de si. Essa criança morta destrói o seu sentido de humor; não consegue rir com gosto, não consegue brincar, não consegue apreciar as coisas boas da vida. Torna-se tão sério que a sua vida, em vez de se expandir, começa a encolher.

A vida devia ser, em cada momento, de uma criatividade preciosa. O que criamos não interessa – podem ser apenas castelos de areia na praia –, mas tudo o que fazemos devia vir da nossa alegria e capacidade de brincar. Osho
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