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Originalmente Publicado Como: The Book of Man

O Livro do Homem (Portugal)

 

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O Livro do Homem (Portugal)

O Homem moderno de A a Z: a Crise do Mundo Masculino como uma oportunidade para o autoconhecimento

Um raro retrato do Homem, em algumas de suas muitas manifestações. Osho define sempre corretamente, mas nem sempre lisonjeiramente, o macho das espécies, na sua evolução desde Adão, passando pelos papéis de Escravo, Filho, Homossexual, Marido, Sacerdote e assim por diante até o ápice da consciência a que ele chama de Zorba, o Buda. Osho responde questões de homens de diversas culturas e idades, com sua combinação de sabedoria, anedotas e técnicas meditativas. Uma compilação dos sempre incisivos e muitas vezes humorados insights sobre o que significa ser um homem na sociedade de hoje. Osho discute muitas das diferentes facetas do homem através de sua atuação em vários papéis, mostrando como essas qualidades moldaram e influenciaram a sociedade. Ele explica como as energias geralmente canalizadas para a destruição e negatividade podem ser transformadas em criatividade e evolução pessoal e, para mover-se nesse processo, Osho apresenta técnicas que funcionam como um auxílio prático para o indivíduo.
 
 
Livro - Detalhes Capítulo Títulos
 
Editora Pergaminho Lda (Portugal)
15 x 23
288
9789727115822
Títulos de capítulos em breve ...
 
 
 
Extraído de: Cap:12. O Macho
O mundo sofre em demasia devido a conflitos resultantes da energia masculina e do domínio exercido por esta. É necessário que se estabeleça um equilíbrio. Não digo que a energia masculina seja absolutamente desnecessária. Na devida proporção, a energia masculina é necessária. Neste momento, noventa por cento da energia presente no nosso mundo é masculina… e a mulher encontra-se marginalizada. Uma vez que a energia feminina não é a corrente principal de vida, vivemos num mundo de luta, briga, batalha e guerra. A energia masculina deixou a humanidade à beira do suicídio global. Se a energia feminina não for libertada e o equilíbrio não for alcançado, o suicídio poderá ocorrer. A única esperança reside na libertação da energia feminina.

A terceira guerra mundial só poderá ser evitada se a energia feminina for libertada de forma a equilibrar a energia masculina. A terceira guerra mundial não poderá ser evitada através de marchas pela paz ou protestos antiguerra, porque essas manifestações também advém da energia masculina! Já reparou nos manifestantes? São tão violentos quanto alguém pode ser… cada marcha pela paz acaba em distúrbios, autocarros a arder e pedras atiradas à polícia. Os manifestantes gritam pela paz, mas usam palavras de guerra.

A energia masculina pode discutir a paz, mas só se consegue preparar a guerra. A energia masculina impele a que se lute para proteger a paz. Repare no absurdo da situação: temos de estar em guerra para que haja paz no mundo. Para termos paz, partimos para a guerra. Ao longo dos tempos, temo partido para várias guerras, mas a paz ainda não aconteceu. Em três mil anos, o homem lutou em cinco mil guerras. Não passa um dia sem que haja uma guerra num determinado local. Por vezes no Vietname, por vezes em Israel, por vezes em Caxemira, por vezes noutro local qualquer… mas a guerra continua. A paz não depende da mudança das ideologias políticas deste mundo – isso não ajudará, já que todas as ideologias existentes são masculinas.

A energia feminina tem de ser libertada para que se possa alcançar um equilíbrio. A Lua tem recebido demasiado desprezo, e o Sol é demasiado proeminente. A Lua tem de regressar à vida e, com ela, a poesia, a estética, o amor e tudo o que pertence ao coração. A Lua alimenta tudo o que é intuitivo.

Lembre-se que em cada ser humano – seja homem ou mulher – coexistem as energias do Sol e da Lua. No entanto, a Lua precisa de ser enfatizada. A humanidade inclinou-se demasiado em direcção ao Sol, e isso está a provocar a sua destruição. Para que a humanidade atinja um equilíbrio, tem de se inclinar na direcção oposta, aproximando-se lentamente de um meio-termo: a Lua e o Sol presentes em partes iguais. Eu declaro o homem e a mulher como seres iguais. Não o faço com um objectivo político mas por uma razão puramente existencialista. Se não forem encarados como seres iguais, a vida acabará destruída.

Encontre a mulher que te dentro de si. Alimente, nutra e ajude essa mulher a crescer. Não tenha vergonha da mulher que tem dentro de si e evite pensamentos como: “Eu sou um homem”. Ninguém é exclusivamente masculino, tal como ninguém é simplesmente feminino: ambos os sexos são masculino e feminino. Não pode ser de outra maneira: metade da sua existência deve-se ao seu pai, e a outra metade à sua mãe. Você é a convergência destas duas energias e, como tal, não pode ser exclusivamente homem, nem exclusivamente mulher. Osho
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